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Booklet do Andromeda Box

By admin
nov 24th, 2013
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   Versão traduzida por Sagatwin do bônus do Andromeda Box, o terceiro volume da coleção de DVDs lançada pela Bandai Visual. Além da enciclopédia ilustrada dos personagens, o livreto traz inestimáveis informações dos bastidores da série, um diagrama correlativo de todos os cavaleiros da animação, um artigo do famoso editor Tetsuo Daitoku, a apresentação de algumas publicações da série televisiva e um catálogo de miniaturas da linha Saint Cloth.

   A publicação também brinda os fãs com o registro de aparição de personagens, a terceira parte da discografia da série, a filmografia dos episódios ínsitos na caixa e duas entrevistas imperdíveis — os bate-papos com o produtor da TV Asahi Masayoshi Kawata e com o ator Ryô Horikawa, antigo dublador do Cavaleiro de Andrômeda.

 

Publicação oficial de Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco): Saint Seiya DVD Box 3 Andromeda Booklet — livro-bônus de 24 páginas que integrou o lançamento da 3º caixa de DVDs da Bandai Visual.
Lançamento: 23 de março de 2003.
Número de catálogo: BCBA-1353.
Tradução autóctone e edição: Fábio Vaz (Sagatwin)
 
 Edições relacionadas:
Pegasus Box
Dragon Box
Cygnus Box
Andomeda Box
Phoenix Box

The Movie Box

 

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Transcrição da Edição

 

 

Detalhes da Produção

 

Introdução ao Andromeda Box

 

   Apesar de ter encampado o conteúdo dos quadrinhos, a animação muitas vezes foi tratada como uma obra distinta, um trabalho que tão-somente incorporava a essência do mangá. Foi a solução encontrada para sanar a inexistência de um estoque de gibis. Dessa forma, o conteúdo das páginas foi revisado, e a animação pode se beneficiar com o acúmulo de quadrinhos armazenados.  A quarta temporada* empederniu a popularidade da série com a introdução da Saga das 12 Casas, que apresentava ao público os cavaleiros de ouro, celebridades até mesmo no mangá.

   Graças à sua notável inclinação mercadológica, a franquia se tornou um grande sucesso, vendendo uma miríade de artigos colecionáveis. Saint Seiya trouxe ao mundo dos brinquedos para meninos um novo valor, inaugurando o gênero dos bonecos equipáveis. O êxito da linha Saint Cloth foi tão monumental que miniaturas como a de Gêmeos e a de Libra sumiram das prateleiras na época do lançamento.

   As miniaturas dos 12 cavaleiros de ouro foram lançadas em plena transmissão da saga das 12 casas. Essa façanha só foi possível porque o design das armaduras foi finalizado antes de sua aparição na revista semanal. Assim que uma ilustração da obra exibiu todos os cavaleiros dourados reunidos — embora as faces de Shura, Afrodite e Saga tenham sido ocultadas —, a Bandai iniciou o processo de manufatura de protótipos dos brinquedos.

   Para avaliar a demanda pelo produto, a Bandai expôs as estatuetas no evento Tokyo Toy Show de junho de 1987. Considerando que os brinquedos eletrônicos dominavam a cultura do entretenimento infantil da época, o jogo produzido para o Famicon Saint Seiya — Ôgon Densetsu fez um sucesso estrondoso.

   Na época do desenvolvimento do jogo, o mangá ainda focava a Saga das 12 Casas, razão pela qual o último chefe, o homem por trás do ominoso alter ego do Grande Mestre, foi substituído no game por um cavaleiro misterioso, criação de um fã. As vendas satisfatórias do cartucho alavancaram o lançamento de Saint Seiya — Ôgon Densetsu: Capítulo Final no ano seguinte.

   Também não se pode olvidar o lançamento do guia ilustrado do anime (livro-mangá) pela Shûeisha, a mesma editora da Shûkan Shônen Jump, a antologia que publicava o mangá. Até o advento desse guia ilustrado, apenas superproduções da magnitude do longa Patrulha Estelar [Uchû Senkan Yamato] eram contempladas com esse catálogos — à exceção de Dr. Slump & Arale-chan, a única obra da Jump agraciada pelo departamento editorial com uma edição especial para seus filmes.

   Por versar sobre a animação televisiva, o lançamento do Jump Gold Selection pelo departamento editorial da Shônen Jump se notabilizou como uma proeza ainda maior (para mais informações a respeito do encadernado, vide o artigo neste livreto).

   O processo de edição do primeiro livro ilustrado e do almanaque Cosmo Special se iniciou praticamente ao mesmo tempo. O Cosmo Special encetou a publicação de uma série de volumes extrínsecos de outras obras semanais, sendo sucedido por coletâneas dedicadas a títulos como Kinnikuman, Dr. Slump e Dragon Ball.

   Embora também integre o magote de compilações lançadas no passado, seu conteúdo foi meticulosamente redigido para que se diferenciasse do livro-mangá do anime, o que fez com que viesse ao mundo dotado de um estilo sem precedentes. Além disso, o primeiro filme estreou em julho de 1987 e, graças à sinergia com os quadrinhos do mangá e com os episódios da TV, fez um sucesso simplesmente paroxístico.

   Naqueles tempos, como a saga das 12 casas ainda não havia sido concluída no mangá e a composição da série se encontrava na iminência de alcançar a cronologia dos quadrinhos, a animação foi compelida a seguir seu próprio fluxo. Para se ter uma ideia da situação, o desfecho da saga das 12 casas no mangá ocorreu no dia 14 de março de 88 (volume 14 de Jump), apenas 5 semanas antes do epílogo dessa fase na série de TV.

   A produção se iniciou praticamente com o nome do mangá (nas primícias dos rascunhos), demonstrando um planejamento esplêndido. Este trabalho é o bastante para se vislumbrar o rigoroso sistema organizacional da Tôei daquela época.

   A animação foi suplementada por episódios extras [fillers], a exemplo de “Ikki, a Ave Fênix sem Asas” e “O Grito de Atena”, que compõem o prelúdio do combate com Shaka de Virgem na Casa de Virgem. A série de TV também realçou alguns acontecimentos, como o próprio gládio travado por Ikki e Shaka, que adquiriu mais vivacidade.

   O opípara roteirização do anime não pode de modo algum ser relegada. Visto que o armazenamento de mangás sempre foi deficitário e a produção precisava ganhar tempo, a Saga das 12 Casas se valeu do mais profícuo e esmerado dos processos de adaptação.

   Com o término da Batalha do Santuário, foi decidido que seria difundida uma saga autóctone [Asgard] até que houvesse o estoque necessário para a animação da fase de Posseidon. Uma coalizão formada por Masayoshi Kawata, produtor da TV Asahi, Yoshifumi Hatano, produtor da Tôei Dôga (atual Tôei Animation), Kôzô Morishita, diretor do desenho animado, Takao Koyama, roteirista encarregado, e pelos outros membros do estafe principal foi arregimentada num Q.G. a fim de conceber os delineamentos desse novo estágio da série.

 

Tetsuo Daitoku

 

Produtor editorial e representante de editora (Kisôsha), foi editor-chefe do mensário Out, engajando-se posteriormente em projetos de livros ilustrados de animes. Trabalhou nos livros de Saint Seiya, editando as publicações  Anime Special, Jump Anime Comics e Cosmo Special.

 

 

   “Nos últimos tempos, tem saído uma enxurrada de fanzines de paródias. Ando me preocupando sem motivos?” Eu havia acabado de deixar uma editora na qual trabalhei uns 15 anos atrás e estava batendo perna quando fui questionado. Meu interlocutor era o famoso Kazuhiko Torishima, o editor de Dr. Slump (atual diretor do 3º departamento editorial da Shûeisha)

   Quando ouvimos que a conversão em anime é excelente para as obras da Jump, nós devemos ter em conta que a transposição também dá origem a inúmeros fanzines. Entre esses fanzines, além das publicações que vendem dezenas de milhares de exemplares, há os repulsivos trabalhos do gênero yaoi e os plágios descarados de croquis de criação de personagens de animes. Essa situação tem deflagrado o aumento de reclamações dos autores, que reivindicam providências das editoras.

   Como os criadores de fanzines geralmente são jovens entre 15 e 25 anos, existe um constrangimento das editoras em acioná-los judicialmente por violação de direitos autorais. Sabe-se que as companhias não tencionam coibir a atividade dos fanzineiros.

   As obras Captain Tsubasa e Saint Seiya são exemplos lapidares dessa dicotomia. Se me recordo bem, minha resposta ao senhor Torishima foi: “É simples. Se eu fosse editor da Shûeisha, não publicaria nenhum material de animes! Sem o lançamento, os fãs não teriam escolha senão fazer seus próprios fanzines. Veja bem, pode parecer que estamos jogando óleo no fogo, mas é exatamente o contrário. Acho que seria a medida mais eficaz. Repeli-los legalmente não adiantaria nada.”

   O senhor Torishima foi curto e grosso em sua resposta: “Entendo. publicarei um livro ilustrado de anime. Quero que você edite o livro ilustrado de Saint Seiya.”

   O Saint Seiya — Anime Special nasceu desse colóquio. Os outros editores eram o antigo editor-chefe da Shûkan Shônen Jump Toshimasa Takahashi, que infelizmente faleceu recentemente, e Kensei Itô, atual editor-chefe da Super Jump.

   Parando para pensar, era um time absolutamente espetacular. Além da colaboração do mestre Masami Kurumada, autor do mangá, contamos com muita ajuda para finalizar o inovador livro ilustrado da Shûeisha.

   Resultado do maravilhoso universo construído sobre o sincretismo dos belos personagens do mestre Kurumada e da mitologia, a série Saint Seiya arrebatou os corações de uma legião de entusiastas. Fascínio este que não passou despercebido.

   A conversão do mangá em animação congregou um estafe galáctico da Tôei Animation e papas da animação, a exemplo de Shingo Araki e Michi Himeno. Dessa forma, a publicação não poderia ter resultado diverso da glória. Eu diria que seria no mínimo estranho não transformar isto em livro.Na fase preparatória do primeiro livro do anime, o departamento editorial da Jump confeccionou alguns protótipos para testar o padrão de design e outras características.

   O aguardado Jump Gold Selection foi um gigantesco sucesso, desaparecendo das lojas num átimo. Aceitar esse trabalho também foi um divisor de águas para mim, motivo pelo qual as memórias das publicações de Saint Seiya continuam vívidas na minha mente.

 

Masayoshi Kawata

 Entrevista nº 1 — Produtor da TV Asahi

 

“(…) acho que as palavras ‘que se acenda o meu cosmo’ transpuseram as telas e acabaram contagiando a produção.”

 

O senhor poderia nos contar como surgiu a oportunidade de ingressar neste trabalho?

Antes dele, eu estava empenhado em novelas, em sua maioria live-actions como Saturday Night at the Mysteries. Contudo, acabei assumindo as funções de meu predecessor, o senhor Morihiro Katô. Foi como se eu tivesse sido transferido bem a tempo, bem na época da chancela do projeto que antecedia a difusão. Até então, só havia atuado como produtor assistente de Ginga: Nagareboshi Gin. Portanto, a série foi minha primeira experiência substancial no ramo de animações.

 

Como foi esse debute do senhor em animações?

No que tange à produção de um drama, a base de um anime e de uma obra com atores de carne e osso provavelmente não muda. Ao contrário, os animes podem materializar situações que não podem ser retratadas nos live-actions. Nos desenhos, existe uma total liberdade de expressão, não é mesmo?

Quando entrei no mundo das animações, a resposta direta dos fãs me deixou muito contente. Nos dramas representados por gente de verdade, os atores recebem muitas cartas de fãs; no entanto, a quantidade de cartas relacionadas ao conteúdo dos programas, se comparada à dos entusiastas de animes, é infinitesimal.

Esse reconhecimento foi extremamente gratificante para mim.

Depois da reunião com o pessoal do estúdio da Tôei Dôga em Ôizumi, dava para ver pelas janelas que quase todas as luzes do prédio ainda estavam acesas. Eu fiquei impressionado com o comprometimento demonstrado por todo o pessoal até altas horas da noite.

Eu já sabia que os animes eram criados pelo enorme contingente de pessoas alocadas na sua produção, mas, depois de vê-los trabalhando, eu compreendi que um anime nasce das ações de cada um dos homens da equipe.

 

Creio que sempre houve muitos problemas com o parco estoque de mangás. Como o senhor lidou com isso?

Exato. A luta é o cerne do mangá, mas o anime era um programa direcionado a toda a família, razão pela qual tivemos de expandi-lo com partes inexistentes nos quadrinhos. Também surgiram vários personagens na produção, mas sempre tivemos consciência da necessidade de ressaltar o papel do Seiya como protagonista da trama. De fato, a publicação do mangá tinha acabado de começar, e eu estava muito hesitante em introduzir esses acréscimos, mas a grande receptividade desses fragmentos entre os fãs dissipou o receio e me deixou completamente extasiado. A experiência que adquiri naquela época se faz presente na produção dos dramas de hoje.

 

Os títulos dos episódios também foram uma criação do senhor?

Não apenas minha, eu consultei todos os membros da produção para conceber cada um deles. Eu não me contentava em inserir só as sinopses dos episódios nos guias de TV dos jornais (seção dos periódicos dedicada à programação radiotelevisiva), eu queria incluir até os nomes dos dubladores que apareciam.

Num dia desses, eu vi todos esses subtítulos postados no site de um fã. Ler os nomes dos episódios me fez lembrar dos velhos tempos…

Saber que uma série veiculada há mais de 10 anos continua ecoando no mundo contemporâneo é uma alegria sem tamanho para as pessoas que participaram da produção.

 

O senhor poderia nos falar das memórias mais marcantes que guarda daquela época?

Trata-se de um trabalho baseado na mitologia grega. Considerando que eu tinha me especializado em história da civilização grega nos tempos de universitário, já estava familiarizado com a temática desde o princípio.

Como o antigo prédio da TV Asahi ficava na vizinhança da embaixada da Grécia, o mestre Kurumada, autor do mangá, me confiou uma consulta ao órgão para confirmar a mensagem no testamento de Aiolos.

A febre dos artigos colecionáveis, ganhar o Japan Anime Grand Prix*, viajar com a equipe e com a turma de atores…

As lembranças desta produção nunca se apagarão da minha mente.

Continuam bem vivos na minha memória os grandes feitos de homens como o produtor Yoshifumi Hatano, Takao Koyama, da composição, Kôzô Morishita, diretor da série, Tadao Kubota, da direção artística, Seiji Yokoyama, da trilha sonora, e dos outros componentes da equipe principal.

O mesmo se aplica à constelação de atores fenomenais que foi agremiada no elenco, começando pelo dublador Tôru Furuya. Até hoje sou capaz de murmurar as músicas de Seiya. (Risos.)

Acho que as palavras “que se acenda o meu cosmo” transpuseram as telas e acabaram contagiando a produção. Aquele cosmo ardente continua no meu peito e me faz querer continuar produzindo.

 (2003 — entrevista concedida na TV Asahi, centro de Kamiyachô.)

 

 

Ryô Horikawa

 

Entrevista nº 2 — O Dublador de Shun de Andrômeda

 

“(…) é por isso que, para mim, a produção de Seiya marcou época.”

 

 O papel do Shun foi decidido por uma audição?

 

No começo, houve uma audição. Mas isso aconteceu há muito mais de 10 anos. (Risos.)

Também fiz testes para os papéis dos outros 4 cavaleiros de bronze. Eu não me lembro se a primeira imagem que me mostraram era do Shun ou do Seiya, só sei que era bem jovenzinho. Por essa razão, dei um ar pueril à minha interpretação. Quando fiz isso, o papel do Shun foi decidido.

Eu jamais poderia imaginar que ele se tornaria um personagem amado por todo mundo até hoje, mais de dez anos depois. Pode-se dizer que eu tive muita sorte por ser escolhido.

 

O senhor incorporou o personagem logo no início?

 

Eu diria que sim. Comecei do nada e construí uma identidade própria. É como dizem: “Ganha que cria primeiro”. (Risos.)

Até então, eu vinha pegando papéis de garotos mais vigorosos. Aquele tipo bruto, do paladino da justiça que tem aversão a qualquer tipo de desigualdade. Era a primeira vez que eu me deparava com um personagem afeminado. Havia também uma dose de androginia… Acho que segui essa linha. Seiya e seus amigos são machões, o que faz deles personagens talhados para o papel de herói. Como seria se adicionássemos a esse estereótipo a sensibilidade de uma mulher? Eis a resposta.

Ele é o mais afetuoso dos cinco, é do tipo que passa por cima dos próprios sentimentos pelos outros. É daqueles caras que recuam um passo e fazem tudo que podem para contemporizar e evitar um conflito com você. Ele não é mais ou menos desse tipo?

 

Então, era um tipo novo de personagem, diferente de todos os que o senhor tinha interpretado até o momento?

 

Sim. O Shun foi o meu primeiro personagem desse estípite. É por isso que, para mim, a produção de Seiya marcou época. O Shun de Andrômeda foi o primeiro papel completamente inovador que eu peguei. Depois dele, eu continuei interpretando esse tipo delicado.

 

Como foi a relação com o Ikki?

 

Como o Hideyuki Hori já era meu amigo íntimo havia muito tempo, foi muito fácil contracenar com ele. Depois de tantos anos, a turma acabou se dispersando. Eu pensava que eles estavam completamente diferentes, mas não mudaram quase nada. Acabei regressando aos velhos tempos por um instante. Que estranho…

Mesmo que nós não tenhamos consciência disto, tudo que temos cultivado está na nossa história. É por isso que, mesmo depois de mais de 10 anos, nós nos sentimos como se estivéssemos numa reunião de ex-alunos quando nos encontramos, voltando ao passado num piscar de olhos. Também é por isso que não houve qualquer desconforto na hora de atuar na saga de Hades.

 

Como eram os bastidores da dublagem naquela época?

 

Nós tínhamos uma excelente relação, e era fácil atuar. Talvez seja porque sou naturalmente atrevido, mas eu não ficava nervoso na presença de outros veteranos. (Risos.)

Hoje já não sou tão jovem; então, quando vou ao estúdio, sou mais experiente que a maioria dos outros profissionais.

 

Ultimamente, o senhor tem se dedicado a filmes para televisão e a muitos segmentos distintos. A experiência adquirida quando trabalhou no anime de Seiya tem sido aproveitada nesses novos trabalhos?

 

Penso que há uma sinergia entre os trabalhos, não acha? Eu já atuava havia muito tempo quando fiz a minha estreia como dublador, na série Wingman.

O trabalho de um dublador não se resume à impostação da voz, não é mesmo? Apesar do auxílio das imagens, atuar apenas com a voz é bem difícil.

Acho que a finalidade primordial do dublador é transmitir aos diálogos aquele clima das conversas entre atores de carne e osso. Se isso for feito, apenas a roupagem será diferente.

Portanto, acredito que seria melhor trabalhar com ambos os segmentos, não acha?

Para mim, no campo da representação, não existe nada que não tenha alguma serventia. A interação entre os diferentes universos só agrega mais e mais experiência à gaveta de aprendizados. Se eu puder absorver essa totalidade de conhecimentos, já conseguirei um grande feito.

 

Tenho certeza de que havia uma legião de fãs alucinados naqueles tempos. Por favor, mande uma mensagem aos compradores destes DVDs.

Ficaríamos muito honrados se pudéssemos lhes proporcionar agora o mesmo deleite que vocês externavam na época da transmissão com arroubos como: “Ahhh!! Shun!!”

 

Muito obrigado.

 

(2003 — entrevista concedida em seu escritório pessoal.)

 

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2 Responses to “Booklet do Andromeda Box”

  1. Cléber Leite disse:

    Que livrinho maravilhoso. Essa é a melhor parte do anime para mim. Quem é esse tal de Tetsuo? Nunca vi o nome dele nos créditos

    • admin disse:

      Tetsuo Daitoku é um editor famoso no Japão. Ele foi encarregado de editar os grandes livros da produção no final da década de 80. Esta também é a minha fase favorita.

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