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Entrevista de Hirotaka Suzuoki — Dragon Box

By admin
nov 22nd, 2013
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Publicação oficial de Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco): Saint Seiya DVD Box 2 Dragon Booklet — livro-bônus de 24 páginas que integrou o lançamento da 2º caixa de DVDs da Bandai Visual.
Lançamento: 28 de março de 2003.
Número de catálogo: BCBA-1352.
Data original da entrevista: 2003.
Tradução autóctone e edição: Fábio Vaz (Sagatwin)
Link para a publicação integral:
 
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 Edições relacionadas:
Pegasus Box
Andomeda Box
Cygnus Box
Phoenix Box
The Movie Box

 

 

 

Transcrição da Entrevista

 

Hirotaka Suzuoki

Entrevista nº 2 — O Dublador de Shiryu de Dragão

 

“(…) o Shiryu é másculo e cavalheiresco.”

 

O senhor poderia nos contar como foi o processo de escolha do papel do Shiryu?

Não houve nenhuma audição específica. Lembro que me disseram: “Tem um personagem de uma série aqui. Por favor, faça o teste”. E eu fui selecionado.

 

Depois de ler o mangá, o que o senhor achou da postura do personagem?

Como já era de se esperar, minha primeira impressão foi de que tratava da amizade entre homens. Acima de tudo, do companheirismo dos homens, não?

Pensando agora, particularmente nos laços entre Shiryu e Seiya, sinto que o Shiryu é o complemento da figura de herói incompleto do Seiya. Além disso, o Shiryu é másculo e cavalheiresco.

“Mesmo que custe a minha vida” era seu chavão em toda situação de perigo.

 

Como era ficar no estúdio de dublagem naquela época?

Todos os atores principais eram meus conhecidos de longa data. Então, neste sentido, a atmosfera do estúdio era a melhor possível.

Você quer saber se o entrosamento foi fácil? Eu recebi muita ajuda na hora de dublar.

Além disso, o elenco de atores convidados era esplêndido, não é verdade? Eu experimentei uma tensão soberba em vários sentidos.

 

O senhor tem recordações de alguma parte da dublagem do Shiryu que o tenha impressionado?

Tenho muitas memórias das cenas do Shiryu com o Mestre-Ancião. Afinal, o Mestre-Ancião é o bem mais precioso do Shiryu, não?

Aquelas conversinhas com o velho mestre não são o pano de fundo para mostrar o amadurecimento do Shiryu?

É por isso que a composição do Shiryu como personagem é inconcebível sem a presença do Mestre-Ancião.

 

Na época da difusão, a popularidade entre os fãs era imensa. O assédio foi muito grande?

Sim. A geração de fãs que assistia a Gundam foi sucedida por uma nova geração. Datas comemorativas como o dia dos namorados eram um tremendo sufoco. [Risos.]

 

Penso que o envolvimento do Shiryu com o Mu também foi bastante impressionante, não?

É verdade. O Kaneto Shiozawa, que interpretou o Mu, sempre foi meu companheiro de gandaia. Sempre foi uma peça rara aquele Kaneto Shiozawa. [Risos.]

Como sou mais bruto, foi muito interessante contracenar com ele. Nossos estilos de interpretação são completamente distintos.

Embora eu também seja niilista, nosso niilismo costumava ser diferente. É confuso, não?

Nós dois saíamos para beber depois do trabalho, mas jamais falávamos de dublagem. Eu dizia: “Agora está parecendo o Kaneto que eu conheço”. Mas ele não tinha jeito e dizia: “O pequeno Suzuoki finalmente está falando como se deve!”

É indescritível como nós conseguíamos nos comunicar sem abrir a boca. Nós nos compreendíamos perfeitamente pelas menores sutilezas.

Eu chego a sentir que o Mu foi um personagem criado pelo próprio Kaneto.

 

É notório que o pessoal do elenco do anime de Seiya tinha um excelente trabalho de equipe. O senhor tem recordações de experiências fora do estúdio?

Sim. Eu me lembro como se fosse hoje de uma viagem que fizemos a Shuzenji.

Lá nós nos dividimos em dois grupos, o que praticava tênis e o que jogava golfe. Eu era da classe de golfe e, embora não jogue mais, eu me diverti bastante andando para cima e para baixo com o Rukurô Naya, o dublador do Camus.

É desnecessário dizer que o pessoal do golfe e do tênis se reunia à noite para beber e se distrair.

Pensando bem, este trabalho quase não teve mulheres no elenco; então, foi meio solitário, sabe? [Risos.]

 

Para terminar, por favor, mande uma mensagem aos fãs da série de TV.

Se eu tivesse de resumir em poucas palavras o que eu estou sentindo com o lançamento destes DVDs e dos recentes OVAs, eu diria que é como ir a uma confraternização de ex-alunos.

Os estudantes do ensino médio daquela época cresceram e hoje já precisam lidar com todos os problemas e obrigações da vida adulta. Seria uma alegria sem tamanho saber que essas pessoas estão dando uma pequena pausa nos seus afazeres domésticos para assistir a estes DVDs.

Acredito que, com os 15 anos que se passaram até o lançamento destes DVDs, os meninos e as meninas que acompanhavam Seiya tiveram seus valores modificados pela experiência de vida. 

Essas pessoas devem sentir uma inefável nostalgia ao ver os DVDs. Posso parecer presunçoso, mas acho que são um excelente presente.

Para nós dubladores, também é maravilhoso poder partilhar tais memórias com esses fãs.

 

Muito obrigado.

 

(2003 – entrevista concedida no estúdio Tavac.)

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