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Depoimento da Mestra Michi Himeno — Jump Gold Selection 2: Saint Seiya Anime Special

By admin
In Estafe & Elenco — Entrevistas e Depoimentos
set 16th, 2013
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“Em contraste com os mechas lineares, ajustamos as armaduras mediante curvas.”

    Apesar do privilégio de ser encarregada do character design do anime ao lado do senhor Araki (Shingo), no meu caso, eu avançava da seguinte forma: primeiro, o senhor Araki tinha a bondade de me fazer um rascunho, depois eu o finalizava, completando os detalhes finais.

   No que concerne às armaduras, haja vista o meu apreço pessoal por vestimentas, não tive tantos problemas com o design e coisas do tipo, sabe? Como há muitos seriados com mechas retilíneos entre os programas de anime, fizemos o uso deliberado de curvas para ajustar as armaduras, ou melhor, ainda que as chamemos de indumentárias, tentamos fazê-las de forma que transmitissem uma sensação de aderência direta à pele…

   Se eu fosse compelida a dizer qual das armaduras consumiu mais tempo de trabalho, acho que seria a do Docrates, que tinha muitos ornamentos… E não foram apenas as fichas de criação; também era terrível na hora de desenhar as imagens-chave. (Risos.)

   Contudo, quando se fala dos cavaleiros, há momentos em que penso se as faces não seriam ainda mais sólidas que as armaduras, sabe? (Risos.)  

   Quando estou assistindo à difusão televisiva, ainda que não consiga ver de forma objetiva os episódios que eu mesma desenhei (Risos.), desfruto todos os outros sem nenhum problema.

   Entre as personagens femininas, a Marin e a Shaina são interessantes à sua própria maneira, mas estão sempre de máscara, não?… (Risos.) Penso que a Shunrei é a que daria a melhor noiva.

   Quanto à ala masculina, antes o Ikki era fantástico, mas agora suas falas estão cafonas. Como posso dizer… ele até mesmo tem sido salvo pelo Shun, não é verdade? (Risos.) O Shun também é o Shun; fica chamando o irmão mais velho até do outro mundo… (Risos.)

   Em vez deles, tenho gostado de personagens como o Kiki. Tipos um pouco diferentes, como o Jamian, também são os meus prediletos.

   Como se poderia esperar de uma série na qual estou atualmente envolvida, mesmo na qualidade de obra, estou muito apegada a Seiya.

   Se tivesse de apontar uma parte memorável que fiz, apesar de acabar se tornando uma cena penosa, seria a parte que a armadura dourada de Sagitário é envergada pelo Seiya no primeiro trabalho para o cinema. Adicionando minuciosamente as sombras, cores e afins a cada unidade, as imagens-chave, só naquela cena, somaram umas 40 peças. Se incluirmos as imagens intermediárias, no total, aquela cena chega a algo em torno de 180 folhas de desenho. “É o Inferno!” — foi o que todos nós pensamos naquelas horas… (Risos.)

 

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