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Ryô Horikawa — Andromeda Box

By admin
dez 9th, 2003
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Publicação oficial de Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco): Saint Seiya DVD Box 3 Andromeda Booklet — livro-bônus de 24 páginas que integrou o lançamento da 3º caixa de DVDs da Bandai Visual.
Lançamento: 23 de março de 2003.
Número de catálogo: BCBA-1353.
Tradução autóctone e edição: Fábio Vaz (Sagatwin)
 
 Edições relacionadas:
Andomeda Box
andromeda222
 
 
 
 
Pegasus Box
Dragon Box
Cygnus Box
Phoenix Box
The Movie Box
 

Ryô Horikawa

 

Entrevista nº 2 — O Dublador de Shun de Andrômeda

 

“(…) é por isso que, para mim, a produção de Seiya marcou época.”

 

 O papel do Shun foi decidido por uma audição?

No começo, houve uma audição. Mas isso aconteceu há muito mais de 10 anos. (Risos.)

Também fiz testes para os papéis dos outros 4 cavaleiros de bronze. Eu não me lembro se a primeira imagem que me mostraram era do Shun ou do Seiya, só sei que era bem jovenzinho. Por essa razão, dei um ar pueril à minha interpretação. Quando fiz isso, o papel do Shun foi decidido.

Eu jamais poderia imaginar que ele se tornaria um personagem amado por todo mundo até hoje, mais de dez anos depois. Pode-se dizer que eu tive muita sorte por ser escolhido.

 

O senhor incorporou o personagem logo no início?

Eu diria que sim. Comecei do nada e construí uma identidade própria. É como dizem: “Ganha que cria primeiro”. (Risos.)

Até então, eu vinha pegando papéis de garotos mais vigorosos. Aquele tipo bruto, do paladino da justiça que tem aversão a qualquer tipo de desigualdade. Era a primeira vez que eu me deparava com um personagem afeminado. Havia também uma dose de androginia… Acho que segui essa linha. Seiya e seus amigos são machões, o que faz deles personagens talhados para o papel de herói. Como seria se adicionássemos a esse estereótipo a sensibilidade de uma mulher? Eis a resposta.

Ele é o mais afetuoso dos cinco, é do tipo que passa por cima dos próprios sentimentos pelos outros. É daqueles caras que recuam um passo e fazem tudo que podem para contemporizar e evitar um conflito com você. Ele não é mais ou menos desse tipo?

 

Então, era um tipo novo de personagem, diferente de todos os que o senhor tinha interpretado até o momento?

Sim. O Shun foi o meu primeiro personagem desse estípite. É por isso que, para mim, a produção de Seiya marcou época. O Shun de Andrômeda foi o primeiro papel completamente inovador que eu peguei. Depois dele, eu continuei interpretando esse tipo delicado.

 

Como foi a relação com o Ikki?

Como o Hideyuki Hori já era meu amigo íntimo havia muito tempo, foi muito fácil contracenar com ele. Depois de tantos anos, a turma acabou se dispersando. Eu pensava que eles estavam completamente diferentes, mas não mudaram quase nada. Acabei regressando aos velhos tempos por um instante. Que estranho…

Mesmo que nós não tenhamos consciência disto, tudo que temos cultivado está na nossa história. É por isso que, mesmo depois de mais de 10 anos, nós nos sentimos como se estivéssemos numa reunião de ex-alunos quando nos encontramos, voltando ao passado num piscar de olhos. Também é por isso que não houve qualquer desconforto na hora de atuar na saga de Hades.

 

Como eram os bastidores da dublagem naquela época?

Nós tínhamos uma excelente relação, e era fácil atuar. Talvez seja porque sou naturalmente atrevido, mas eu não ficava nervoso na presença de outros veteranos. (Risos.)

Hoje já não sou tão jovem; então, quando vou ao estúdio, sou mais experiente que a maioria dos outros profissionais.

 

Ultimamente, o senhor tem se dedicado a filmes para televisão e a muitos segmentos distintos. A experiência adquirida quando trabalhou no anime de Seiya tem sido aproveitada nesses novos trabalhos?

Penso que há uma sinergia entre os trabalhos, não acha? Eu já atuava havia muito tempo quando fiz a minha estreia como dublador, na série Wingman.

O trabalho de um dublador não se resume à impostação da voz, não é mesmo? Apesar do auxílio das imagens, atuar apenas com a voz é bem difícil.

Acho que a finalidade primordial do dublador é transmitir aos diálogos aquele clima das conversas entre atores de carne e osso. Se isso for feito, apenas a roupagem será diferente.

Portanto, acredito que seria melhor trabalhar com ambos os segmentos, não acha?

Para mim, no campo da representação, não existe nada que não tenha alguma serventia. A interação entre os diferentes universos só agrega mais e mais experiência à gaveta de aprendizados. Se eu puder absorver essa totalidade de conhecimentos, já conseguirei um grande feito.

 

Tenho certeza de que havia uma legião de fãs alucinados naqueles tempos. Por favor, mande uma mensagem aos compradores destes DVDs.

Ficaríamos muito honrados se pudéssemos lhes proporcionar agora o mesmo deleite que vocês externavam na época da transmissão com arroubos como: “Ahhh!! Shun!!”

 

Muito obrigado.

 

(2003 — entrevista concedida em seu escritório pessoal.)

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